João da Costa Corrêa, natural de Jaguarão, evangelista e ministro de Deus, metodista residente em Montevidéu, em 1875, de abril a dezembro, a serviço da Sociedade Bíblica, semeou a Palavra de Deus desde a fronteira até Porto Alegre. Era o inicio do trabalho metodista no Rio Grande do Sul. Entre as cidades visitadas, consta Livramento. Dois anos mais tarde, em 1877, juntou-se a João Corrêa o missionário John James Ramson, no trabalho evangelístico no Estado do Rio Grande do Sul.
Realizando reuniões em casas particulares, salões de teatro, salas de clubes, etc., o irmão Corrêa viajava de Montevidéu, onde residia, percorrendo as cidades do interior do Rio Grande do Sul, entre as quais citamos: Livramento, Alegrete, Uruguaiana, Santa Maria, Cachoeira do Sul.
Em 21 de março de 1885, o Superintendente geral do Metodismo Sul-Americano escrevia ao ministro João da Costa Corrêa:
“Montevidéu, 21 de março de 1885”.Sr. João da Costa Corrêa, estimado irmão em Jesus Cristo:Em vista de sua nomeação, por esta Superintendência, datada de 28 p.p., designando-lhe o cargo do circuito da Província do Rio Grande do Sul e de se encontrarem prontos todos os requisitos preliminares inseparáveis de sua entrada nesse cargo, translade-se com a máxima brevidade, acompanhado de sua família, para a cidade de Porto Alegre, e fixe a sua residência ali, formando o centro das operações de sua obra, a qual iniciará e levará avante sob o sistema que é de praxe nesta missão.Fraternalmente em Jesus Cristo - Thomas Wood – Superintendente.
Naquele mesmo ano, 1885, no dia 27 de setembro, na rua Dr. Flores nº. 91, o evangelista João da Costa Corrêa organizava, oficialmente, a primeira congregação metodista em Porto alegre, com seis membros.
Em 1886, escrevia o irmão Corrêa: “em nosso relatório apresentado ao Superintendente da Missão, pela segunda vez ponderamos a urgente necessidade de estabelecer uma obra neste Estado, onde o espírito do povo era liberal, cansado já embustes do romanismo e ávido das verdades do Evangelho. Poderíamos citar fatos de pessoas convertidas somente pela leitura da Bíblia, neste Estado, que presentemente fazem parte das congregações metodistas nele organizadas”.
Em 1887, dava-se inicio à obra na região colonial do Estado. Em carta ao Sr. Corrêa, alguns valdenses da colônia italiana de Bento Gonçalves pediam a abertura de trabalho metodista ali. Entre os signatários da referida carta consta o nome de Antonio Meneghetti, bisavô de um dos pastores da galeria dos 100 anos de metodismo em livramento Rev. Mércio Nilton Meneghetti. Em Bento Gonçalves foi organizada a segunda igreja metodista no estado. O trabalho foi crescendo e se expandindo pelo interior: Porto Alegre, Bento Gonçalves, Forqueta do Caí, Santa Maria, Cruz Alta. Já em 1902 o metodismo espalhava-se para Cachoeira do Sul, Uruguaiana e Passo Fundo.Em 1904, encontramos registros de viagens evangelísticas pelas cidades da fronteira, realizadas pelo Presbítero Miguel Dickié. Em maio daquele
ano reunia-se a Conferência Distrital do Metodismo Gaúcho na cidade de Santa Maria presidida pelo ministro Miguel Dickié. No culto inaugural o pregador falou sobre “O Poder do Alto” e “O Batismo do espírito Santo”.Em 1906, aparece registrada a nomeação do aspirante ao ministério Eduardo Mena Barreto Jaime, como ajudante da igreja de Santa Maria, o qual seria, em 1907, licenciado pregador. Em 05 de Julho de 1909, na 4ª sessão Anual da Missão Sul-Brasileira, realizada na igreja Metodista Institucional em Porto Alegre, Eduardo Mena Barreto Jaime foi admitido, em experiência, como presbítero da Igreja Metodista e foi nomeado para a cidade de Sant’Ana do Livramento.
Na noite de 1º de agosto de 1909, com apenas 2 mil réis no bolso, chegava a Livramento Eduardo Mena Barreto Jaime, a fim de, dando prosseguimento ao trabalho Metodista, organizar uma igreja local. Na cidade havia somente uma crente metodista: senhorita Chininha Cavalheiro, mais tarde tia do ex-prefeito Dr. Ney Cavalheiro Campos. O pastor alugou um salão na Rua 29 de Junho, por 120 mil réis mensais, onde deu inicio ao trabalho no dia 3 de novembro de 1909. Conta o pastor Eduardo Mena Barreto Jaime, diante das dificuldades iniciais, o estimulava o versículo 9 de Josué 1: “NÃO TO MANDEI EU? SÊ FORTE E CORAJOSO; NÃO TEMAS NEM TE ESPANTES, PORQUE O SENHOR TEU DEUS É CONTIGO, POR ONDE QUER QUE ANDARES.”
A 17 de março de 1910 foi organizada a Sociedade Auxiliadora de Senhoras da Igreja Metodista de Livramento, com 20 sócias, sendo constituída a seguinte diretoria: Presidente:Alcina Martins Jaime, esposa do Pastor; vice presidente; Honorina Barbosa; secretária: Amália Labarth; tesoureira: Eulália Cavalheiro. A 12 de abril, quase um mês depois, aquela sociedade de senhoras fundava uma aula de trabalhos manuais, para as meninas pobres da cidade. Na igreja santanense, ainda em fase inicial,eram recebidas as irmãs Inácia Vargas Neves, Elvira Vargas Neves, Honorina Barbosa e Maria Luiza dos Santos. Visitou Livramento, naquele ano, os colportores Cassiano Monteiro, Camilo Roing e Silas Sanders, representantes da Sociedade Bíblica. Em 8 dias na cidade, o primeiro vendeu 180 exemplares da Bíblia, em domicílios. No dia 17 de março de 1911 a Sociedade Auxiliadora de Senhoras comemora o seu primeiro aniversário.
Em 1913, foi designado para a Igreja Metodista de Livramento, o pastor Frederico Martins, o qual assumiu em 24 de setembro de 1913. Naquele ano, Eduardo Mena Barreto Jaime foi transferido para Porto Alegre. No relatório pastoral lido perante a Conferência Trimensal, realizada em 30 de Junho de 1913, constam os seguintes dados: Foram nomeados os primeiros guias de classe, havia 37 candidatos á profissão de fé e o fundo pró-construção do Templo subia à soma de 2.500$000; foram angariadas 20 novas assinaturas do “testemunho”. No mesmo ano foi recebida à comunhão da Igreja a senhora Antonia Jardim, mãe de Almerinda do Prado. Em 1914, o pastor Frederico e sua esposa, Julieta Martins, perdem sua querida filhinha Dulce, cujo falecimento enlutou a família metodista santanense. Já havia, em 1914, no Estado do Rio Grande do Sul, cerca de 1.430 membros das igrejas Metodistas.
Em 1917, é nomeado para Livramento o pastor J.M. Terrel. Em 1918, João Inácio Cerilhanes, leigo, convertido em Livramento, é nomeado pregador leigo local, o qual seria no ano seguinte pastor da igreja Santanense. Em 1920, é lançada a pedra fundamental do novo templo, com a presença de vários pastores e muitos membros da congregação local. No período de 1917 e 1919, estiveram algumas vezes, respondendo pela igreja o Rev. George O Parker e o Rev. Claude L. Smith.Em 21 de setembro, a igreja Metodista de Livramento hospeda a 13ª Conferencia Anual Sul- Brasileira, presidida pelo Bispo Hovt Dobbs. Realçou os trabalhos conciliares o fato de que eles se processavam no interior do novo templo. Naquela ocasião o Bispo Dobbs presidiu a solene cerimônia religiosa de dedicação do novo templo. Era pastor local o Rev. João Inácio Cerilhanes.
Em 1925, é nomeado pastor de Livramento o Rev.George D. Parker. Por volta do ano 1928, o Estado do Rio Grande do Sul contava com cerca de 3.300 metodistas. Naquele ano, foi designado para Livramento o Rev. Antonio Pedro Rolim, que vinha servir em sua terra natal. Após o Rev. Rolim, foi nomeado para Livramento, em 1930, o Rev. João Wagner Filho, tendo sido substituído alguns meses pelo Rev. Benjamim R. Duarte.Em 1932, o Rev. Jonh R. Saunders veio como pastor, sendo substituído em 1935 pelo Rev. Adolfo M. Ungaretti.
Em 1939, foi nomeado pastor de Livramento o Rev. Francelino de Almeida.O Bispo, Sady Machado da Silva, foi nomeado pastor da Igreja Metodista de Livramento, no ano de 1942. Passou apenas um ano na fronteira, de onde saiu gravemente enfermo, tendo sido curado pela Graça e misericórdia de Deus, resultado das ferventes orações de toda a igreja. O Rev. Sady Machado da Silva foi substituído pelo Rev. Isidoro Pereira, que permaneceu até 1947, quando foi novamente nomeado o Rev. João Inácio Cerilhanes, que veio novamente a pastorear a Igreja Metodista de sua terra natal. De 1953 a 1955, o Rev. Mario Coll Oliveira foi pastor de Livramento.
Em 1956 pastoreou Livramento o Rev. João Nelson Betts, tendo sido substituído no ano seguinte pelo Rev. Walter P. Soares, que ficou até 1960. Em 1961, foi nomeado o Rev. João Maria Silva Machado. Em 1963, é designado pastor de Livramento, o Rev. Jayme Alfredo Borges, que foi substituído, em 1969 pelo Rev. Edson N. Barbosa.
Já em 1975 assumiu o pastorado da Igreja Metodista de Livramento o Rev. Mércio Nilton Meneghetti.
A construção do novo templo
Em 1971, as paredes do Templo da Igreja Metodista estavam rachando e o mesmo foi interditado. Os cultos passaram a ser realizados no Salão Social. Seria necessário a reconstrução do templo, mas a Igreja não dispunha de recursos financeiros. Muitos membros da igreja estavam envolvidos em melhoras de suas próprias casas, ou até mesmo construindo casas novas... Durava já cerca de dois anos esta situação, quando um irmão, ao ler o salmo 127, teve sua atenção chamada para o versículo 2:
“inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes;AOS SEUS AMADOS ELE O DÁ ENQUANTO DORMEM”
Na vida deste irmão nada dava certo, apesar de ganhar um salário razoável, o dinheiro desaparecia com despesas por todos os lados. Aguardava um grande aumento em seus vencimentos e este veio a ser muito pequeno. Numa noite tomou a sua Bíblia nas mãos, ajoelhou-se e falou com Deus: “Senhor, por favor, se alguma coisa está errada em minha vida, mostra-me, pois eu quero viver de acordo com tua vontade. Senhor, ao abrir o Teu Livro, por favor, que o teu Espírito dirija minhas mãos para que seja aberto onde Tu tens uma palavra de orientação para mim. Peço humildemente em nome de Jesus. Amém”. Ao abrir os olhos, ele verificou que a sua Bíblia estava aberta em Ageu, capitulo um, onde, entre outras coisas, dizia:
“No segundo ano... veio a palavra do Senhor... Assim fala o Senhor: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que A CASA DO SENHOR DEVE SER EDIFICADA... Acaso é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas?...Tendes semeado muito e recolhido pouco... o que recebe o salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado... EDIFICAI A CASA; DELA ME AGRADAREI, E SEREI GLORIFICADO, diz o Senhor. Esperastes o muito, e eis que veio a ser pouco, e esse pouco, quando o trouxestes para casa , eu com um assopro o CASA.dissipei: POR QUÊ? Diz o Senhor. POR CAUSA DA MINHA CASA, QUE PERMANECE EM RUINAS, AO PASSO QUE CADA UM DE VÓS CORRE POR CAUSA DA SUA PRÓPRIA Por isso os céus sobre vós retêm o seu orvalho, e a terra os seus frutos. Fiz vir a seca sobre a terra e sobre os montes; sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens, sobre os animais e sobre todo trabalho das mãos.”
No dia seguinte aquele irmão foi visitar o templo, há dois anos interditado. O grande templo estava se tornando um depósito de coisas velhas, ninhos de pombas e sujeira. Caminhando em direção ao altar, notou uma pomba branca morta bem aos pés da cruz. Já estava em inicio de putrefação. Veio-lhe a mente a lembrança de que a pomba é um dos símbolos do Espírito Santo; pareceu-lhe que o Espírito Santo estava “morto” (ou apagado) naquela congregação. Dias depois o pastor convocava uma reunião do Conselho Local, quando estaria presente o Bispo da II Região Eclesiástica , Sady Macha da Silva. Decorria o mês de maio de 1973. Na reunião do conselho local, após verificar a impossibilidade de consertar o prédio, foi decidida a
construção de um novo templo por ocasião do Natal, travou, mais ou menos o seguinte diálogo:
- vocês já têm a planta?
- não senhor, foi a resposta.
- já tem o engenheiro que irá planejar e dirigir a nova construção?
- não senhor.
- vocês já tem o dinheiro para a obra?
- não senhor. Nem um cruzeiro. Mas nosso tesoureiro já está autorizado a abrir uma conta na Caixa Econômica Estadual com a quantia simbólica de cinco cruzeiros.
- bem vocês não têm planta, nem engenheiro, nem dinheiro e já estão marcando a data para a inauguração do novo templo? Afinal, o que vocês têm??
- Fé. Como o Senhor Jesus disse que tudo é possível ao que crê...
- muito bem. Comentou calmamente o Bispo, olhando sua agenda.
-seria possível antecipar a inauguração dois dias? Do Natal dia 25 para o domingo dia 23?
- Perfeitamente. Domingo dia 23 de dezembro de 1973, ás 20 horas, culto de louvor a Deus, inaugurando o novo templo, pela graça do Senhor.
Quando foi levantada a pergunta: “como vai ser construído o templo sem dinheiro?”, um irmão disse:
“PEDI E DAR-SE VOS Á”.
Mas vamos pedir a Deus em oração que nos capacite a construir o novo templo, para honra e gloria do Senhor.
E foi o que a igreja fez, dobrando os joelhos em oração.
Os homens marcaram reuniões diárias de oração, das 18 ás 19 horas, pedindo a Deus não somente um novo templo, mas uma igreja RENOVADA ESPIRITUALMENTE.
Foi constituída a Comissão de Construção, a qual decidiu pela imediata demolição do prédio velho e interditado. Naquele mesmo ano a Igreja Metodista no Rio Grande do Sul lançava a campanha “CRISTO AGORA”. Nos tapumes ao redor da obra foram escritas em letras grandes as palavras do slogan “CRISTO AGORA”. No mês de junho o antigo templo foi demolido. Após a demolição, a obra parou por falta de verba. As orações continuavam. Os meses passavam rápido: julho, agosto... o arquiteto Nino Rodrigues Machado, membro da igreja metodista de Passo Fundo, fez o projeto do novo Templo. Quando um ilustre membro da comunidade santanense foi convidado para a inauguração, ele olhando os dizeres nos tapumes: “CRISTO AGORA”, e sabendo que a obra estava parada por falta de verba, deu uma risada e disse:
-Vocês colocaram abaixo o velho templo e agora não tem dinheiro para construir um novo?. Acho melhor vocês mudarem o “CRISTO AGORA” para: “E AGORA CRISTO?” Dando gostosas gargalhadas, ele aceitou o convite e acrescentou:
- Vou assistir de camarote o fracasso de vocês... A Igreja orava. Adultos, jovens, crianças, todos trabalhavam procurando fazer alguma coisa a fim de apurar recursos para a obra. Um menino começou a fazer chaveiros, um irmão organizou uma firma de limpeza cujos lucros seriam em beneficio da construção as senhoras organizaram chás, outros faziam trabalhos manuais; doces, frutas, tudo era vendido para o fundo de construção, até filhotes de cães, leite, laranjas, etc. houve um irmão que chegou a anunciar a venda de sua casa para possibilitar a nova construção, quando foi obtido um empréstimo na Caixa Econômica Estadual para ser pago em cinco anos. A quantia obtida daria para cobrir a metade das despesas.
Alguém sugeriu abrir-se um livro de ouro e pedir na comunidade, mas a comissão de construção não aprovou, dizendo: “nos vamos construir um templo para o nosso Deus. Ele é Senhor do ouro e da Prata e pode nos proporcionar perfeitamente os meios necessários.”
Em fins de setembro – inicio de outubro, a construção foi iniciada. Em novembro os operários trabalhavam das 6 da manhã ás nove da noite. Um operário idoso, que não parava, carregando massa, disse: - nunca trabalhei tanto em minha vida, e com a idade que tenho não me sinto cansado. Só mesmo com Jesus. Foram realizadas reuniões com os operários, quando foi lida a Bíblia, e foi-lhes explicado que estavam trabalhando na construção da Casa de Deus. Os membros da igreja convidavam os amigos e conhecidos para a inauguração em dezembro. O gerente de um dos Bancos da cidade, ao ser convidado disse: - Os metodistas estão loucos. Não têm dinheiro e querem inaugurar o novo Templo em dezembro. Este Banco que tem dinheiro, e está construindo sua nova sede, há um ano, não sabe se conseguirá inaugurá-la em março do próximo ano...
O irmão que o convidava disse: - Pois o senhor está convidado, em nome do Senhor Jesus, para a inauguração do Templo pronto no dia 23 de dezembro. A congregação reunia-se diariamente, ás 6 horas da manhã, em oração. Uma irmã viúva, procurou a comissão de construção e, com lagrimas nos olhos, entregou algumas jóias que tinham pertencido ao seu esposo, dizendo: - Quero doar estas jóias para a construção. Tenho certeza de que meu marido se estivesse vivo, ficaria muito alegre em poder contribuir. Este ato fez relembrar o povo de Israel, trazendo suas jóias para a construção do Tabernáculo do Senhor (Ex. 25 e 36).
Aproximava-se o dia da inauguração e parecia que a construção não progredia. No dia 17 de dezembro, faltando apenas uma semana, um cidadão, ao visitar as obras e verificar que ainda não tinha sido colocado o telhado, nem o piso, faltando muitos outros detalhes na obra, comentou: - Vocês pensam inaugurar isto no próximo domingo?
“Pensam”, não. Nós vamos inaugurar no próximo domingo, ás 20 horas. E você está convidado. - Vocês falam com tanta certeza... e se não for da vontade de Deus? Este Templo está sendo construído em nome de Jesus, para sua honra e glória. Aqui será louvado e glorificado o nosso Deus. Será pregado o Evangelho que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Você ainda tem dúvida de que esta é a vontade de Deus? Ele olhou as obras, deu um sorriso, e disse:
_
Eu duvido. Nunca entrei em uma igreja, mas se vocês conseguirem ter este Templo pronto para domingo, eu virei pela primeira vez. Pois sem dúvida, será uma prova do poder do Deus de vocês. No sábado, dia 22, quando o Bispo, em Porto Alegre, comentava com alguém que viria a Livramento, para a inauguração do novo Templo, aquela pessoa disse: Creio que o senhor não deve ir, pois será uma viagem perdida. Estou vindo de lá e ainda ontem, ao passar por lá, só vi os tapumes... O Bispo sorriu e respondeu: Então eu irei inaugurar os tapumes...
O Bispo em companhia de sua esposa, D. Rute, e do Rev. Mércio Nilton Meneghetti, então pastor da mocidade no Estado, chegaram antes da hora prevista, por volta das 6 horas da manhã, e dirigiram-se para o Templo. Lá chegando,
encontraram dois irmãos dando os retoques finais na instalação elétrica, enquanto que um jovem que passara a noite ajudando dormia no altar, aos pés da cruz. Na parte da manhã, a congregação participou da Santa Ceia no novo Templo. Quando o Bispo convidou os dois irmãos mais idosos para fazerem soar o sino, dando inicio à cerimônia, as lágrimas de alegria e júbilo rolavam nas faces de muitos irmãos.
Ás 20 horas, domingo 23 de dezembro de 1973, conforme estava programado, dava-se inicio ao Culto de Louvor e Ação de Graças, inaugurando oficialmente o novo Templo. O pastor local Rev. Edson Barbosa, entregou a direção dos trabalhos ao Bispo Sady Machado da Silva. O Prefeito e varias autoridades assistiam, com o Templo superlotado e muitos não conseguindo entrar por falta de lugar, àquele Culto inesquecível. A Banda de Música da Assembléia de Deus tocava à entrada do Templo
“GLÓRIA, GLÓRIA, VENCENDO VEM JESUS”.
O empréstimo da Caixa Econômica Estadual foi pago pontualmente, tendo finalizado em outubro de 1978. O Banco citado não conseguiu inaugurar sua nova agência no mês de março. Levou ainda mais um ano... O gerente do Banco, ao entrar com o irmão que o havia convidado, comentou: Não compreendo... só mesmo um milagre. Vieram à mente do irmão as palavras do Senhor: “Deus escolheu as cousas fracas do mundo para envergonhar as fortes...” Durante um trabalho especial evangelístico, quando a Presença de Deus se fazia tão fortemente que ninguém queria sair do Templo, e o culto entrava pela noite adentro, muitos cantavam louvores ao Senhor, enquanto outros eram quebrantados recebendo o Batismo com o Espírito Santo, um irmão sentia tamanho gozo no coração que tinha a impressão de que iria explodir ou ser arrebatado naquele momento: louvando a Deus e chorando, perguntava:
“Senhor, que é isto que está acontecendo?”
Abriu sua Bíblia ao acaso, com aquela pergunta em seu íntimo:
“ o que está acontecendo, Senhor?”, e seu olhos deram com as seguintes palavras: “A GLÓRIA DO SENHOR ENCHE O TEMPLO.”
“A glória do Senhor entrou no Templo pela porta que olha para o Oriente. O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor enchia o Templo. Então ouvi uma voz que me foi dirigida do interior do Templo, e um homem se pôs de pé junto a mim, e me disse: Filho do homem, ESTE É O LUGAR DO MEU TRONO, E O LUGAR DAS PLANTAS DOS MEUS PÉS, ONDE HABITAREI NO MEIO DOS FILHOS DE ISRAEL PARA SEMPRE...” ( Ezequiel 43: 4-7).
E dentro desta perspectiva de vida cristã a Igreja Metodista de Sant’Ana do Livramento tem procurado viver e agir na sua experiência de fé. As dificuldades têm existido. Os problemas têm sido experimentados. Mas a “glória do Senhor” continua enchendo o Templo e, mais do que isto, a vida inteira de tantos quantos têm experimentado nesta comunidade a fé, a experiência profunda da salvação em Cristo Jesus.
Aleluia.
Glória seja dada ao nome do Senhor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário